As apuradas ruas de Valparaiso
São singelas ruas, acanhadas talvez
(Avenida 9 de julho, a praça Oscar de Arruda, a rua Borba Gato).
Mas há em sua simetria vários rostos de pessoas,
morenas, claras, negras, trabalhadoras, brasileiras.
Crescem pelas calçadas árvores verdíssimas
(Rua xv de novembro, avenida Manoel de Carvalho)
que destacam o desenho simples de uma cidade simples,
onde, à tarde, famílias se conversam e se agregam.
Há em seu contorno de cidade forças consideráveis
Como um tecido cozido ao redor do solo
Uma translúcida veia que desenha povos e destinos.
São singelas ruas, acanhadas talvez
(Avenida 9 de julho, a praça Oscar de Arruda, a rua Borba Gato).
Mas há em sua simetria vários rostos de pessoas,
morenas, claras, negras, trabalhadoras, brasileiras.
Crescem pelas calçadas árvores verdíssimas
(Rua xv de novembro, avenida Manoel de Carvalho)
que destacam o desenho simples de uma cidade simples,
onde, à tarde, famílias se conversam e se agregam.
Há em seu contorno de cidade forças consideráveis
Como um tecido cozido ao redor do solo
Uma translúcida veia que desenha povos e destinos.









































Respiro o ar da noite tomado pelas damas cheirosas. Lembram-me das noites Andradinenses, valsas que só existiam em meu peito de menino. Cercas brilham e compõem o poema, acertam milhares de pombos, acertam centenas de palavras e mesmo assim resisto, as escrevo, rebelde que sou. Enxames me atacam, as caudas acesas iluminando os campos, pirilampos noturnos retocando o poema e grito que vivo permaneço, ainda que pobre, ainda que sem outro abrigo a não ser eu mesmo







