segunda-feira, março 17, 2008

A poesia ritual egipcia da XIX Dinastia (Reino Novo)

"Louvores a ti, Ha'pi,
que apareces nesta terra,
e em paz vens a nutrir o Egito.
Tu irrigas os campos que Rá criou,
dás vidas a todos os animais
e enquanto , como orvalho e chuva,
desces do céu, dá de beber
sem trégua à terra.
És o amigo do pão e da bebida,
dás força ao grão e o fazes crescer,
trabalho, forneces a todos.
És o senhor do peixe, o criador
da cevada, fazes durar os tempos
por milhões de anos.
És também o senhor dos pobres
e dos necessitados.
Se vieres a faltar,
os homens perecerão.
Quando tu apareces,
ouvem-se gritos de júbilo,
todos se alegram.
O teu poder é um escudo
para o homem".

3 comentários:

Vieira Calado disse...

.
Ou uma outra:

Como é bela a tua claridade
quando te levantas a Oriente
oh Aton, criador da vida...
(...)

Naquele tempo, esta poesia...
Simplesmente admirável.
Cumprimentos

Vieira Calado disse...

Ou um outro que ainda há dias também meti nos comentários dum blog que já não sei qual é:

(cito de cor)

Como é bela a tua aurora
quando te ergues a Oriente
Oh Aton, iniciador da vida...
(...)

Desejo-lhe Boa Pásdoa

Sandra Ribeiro disse...

Caro escritor.
Estou escrevendo uma monografia sobre poesia e percorrendo a gênese da poesia me deparei com teu blog. Gostaria de saber a fonte deste lindo poema da dinastia egípcia.
Meu email é segredosdecoracao@gmail.com

obrigado SANDRA