domingo, março 25, 2007

A rua e os velhos espelhos

Surpreende sempre a água desta fonte.
Logo vem o transbordar entre os mirtos
Amáveis letras abrindo trilhas parecidas.

Abro as venezianas, enxugo os restos do dia
Expulso da garganta a trava descoberta e sorrio
Maneira de tragar a luz e os espelhos desenhados.

Em direção à aldeia caminho, já antevendo
A antiga rua e os fios do tempo envelhecido
Vinho vermelho numa jarra sobre a mesa.

Velhos amigos sorridentes pelo retorno.

Um comentário:

Ana disse...

Que esses velhos amigos estejam sempre de braços abertos a esperar seu retorno. Lindo poema!
Abç