quarta-feira, dezembro 17, 2008

Arquivos do medo

(Foto de Mauro Pereira da Silva - Entre Ilha Solteira e Andradina, olhando para os lados de Pereira Barreto, esta nuvem estava se precipitando (chovendo), a mais ou menos uns 60 km de distância)
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Repentinas nuvens surgem apoiadas por decessos.
Destroços enormes de céus marcam os aviões perdidos,
Ataques aéreos em pleno vislumbre de dezembro,
Descargas de chuvas, brigadeiros marrons-lilazes
Impedindo comboios de pássaros desnorteados.
Defesa não há nenhuma sequer nem haverá.
Meu abraço, minhas pernas, meus olhos entristecidos
Miram além do horizonte, para trás dos pastos secos
Estrategicamente inseridos sobre o mar de árvores.
Vislumbro algumas cenas, poucos traços que não se formam.
Eu, talvez ainda desfeito em pó e corpo, andaluz trêmulo
Tentando entender o que significa todas estas cores e gestos.

2 comentários:

Marta Vasil disse...

Hoje só para desejar um Natal com muita harmonia.

Um beijinho

MV

ÁRVORES DO SIMAO disse...

Caro amigo, em meio de tantas nuvens carregadas de águas do verão, de céu escuro e cinzento de gritos nos sertões, sempre é muito bom ouvir do poeta, sentir das observações lidas, tiradas do tempo à contemplações...
FELIZ NATAL e BOAS FESTAS! UM ANO/2009 MAIS OTIMISTA, DE MUITO MAIS REALIZAÇÕES desejamos a você!

beijos, simao&lucia