domingo, fevereiro 10, 2008

Esquadrilha


"Nada de estender a vida, como muitos desejam. Se eu pudesse escolher, eu preferiria esticar a juventude.» Zuenir Ventura, Melhores crônicas (2004)


Quem sabe um dia ganharei as estradas
Levando de pronto
algumas cismas

Ou navegarei este vasto corpo
Fosforescente
em sua agonia de mar

(No norte,
a bússola não funciona
Marinheiros se perdem,
levedados

No sul,
morenas exóticas dançam
A dança da morte
e da noite inteira)

Quem sabe
toda esta musica que ouço
Não vem de outro canto,
invisível?

A ela me entrego,
sinuoso mar
Esquadrilha da fumaça
em pelo ar

4 comentários:

~pi disse...

belo redondo

ondulante

coreo gráfico...





~

un dress disse...

nuamente:

a fragilidade.

a invisibilidade.

mais que aérea

fonte

calada


.

rosasiventos disse...

palavra alguma


saía nenhum corpo


nenhum vazio

pin gente disse...

não oiças o canto das sereias, marinheiro
tapa os teus ouvidos ar seu cantar
percorre a tua estrada ganhando o mar
não te percas tu de amor tão traiçoeiro

foge então do sul, foge então do norte
navega outros caminhos de acalmia
aguenta-te surdo à bela cantoria
ou és tu quem dita a tua triste sorte


abraço
luísa


ps - eu vou levar-me aos poucos