segunda-feira, novembro 28, 2011

DILACERADO

Escrevo uma carta: "Por aquí tudo bem, morro de saudades" mas nada vai bem.
O que é certo é que morro de tudo: de pranto, luz, fumaça, hipocrisia.
Sou um rochedo dilacerado em pedras procurando o Mar da Tranquilidade (que não existe).

(Do livro "Soldado à beira a fuga", Editora Alaúde, 2005)

www.livrariaphylos.com.br

Um comentário:

Blog do Poeta Máximo disse...

Olá meu querido amigo e Xará. Parabéns pela grande sensibilidade de colocar no papel seus sentimetos mais nobres, principalmente os de saudade dos tempos de menino vividos no berço natal chamado Andradina, do qual não se esquece jamais.Essa mesma Andradina da Rua Acre, cujos personagens permanecem bem vivos através da imaginação.

Parabéns pelo blog e pelo talento da poesia, um dom que compartilhamos também, além de sermos homônimos. Um grande abraço do poeta e amigo aqui e andradinense como você.
Mauro Máximo da Silva