quarta-feira, dezembro 09, 2009

Mesmo que dormisse



Urubici, Serra Catarinense, 2010

Deixo escapar uma bandeja
A pequena louça dividida
Na casa grande de minha infância.
Nunca tive medo, olhos fixos
Na vida contemplada da sala.
Era um nome dado a freiras
Padres, meninos que jogavam
Bola, na tardes angustiantes.
Mas nunca tive medo,
Disso juro e afirmo.
Mesmo que dormisse
Em meus sonhos jamais
Vi cuidados de trem
Trilhos, apitos, pedras
Jogadas nos passageiros.
Rasgado ao meio, coisas
Que hoje tento a troca.
Paradeiros de ternos,
Gravatas, tudo o que
Eu podia saber e não
Soube.
Mas que descobri
No meu andado de homem.
Em lugares todos, lugares
Trigos, temerários e únicos.
Não há o que se explique.

Um comentário:

非凡 disse...

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