quinta-feira, abril 07, 2011
domingo, janeiro 09, 2011
Linha secreta
Se eu vejo, teria sido melhor que não visse:
A chegada da mão, do corpo apenas sublinhado
Um telhado vermelho na cidade infinda
O desejo apaziguado e o andar da noite.
Deixe-me que lhe diga, tudo isso é doce
Isolado, de vida e de morte, de cor e chumbo.
Um trem a meia-noite levando gente sonolenta
Escrevendo no chão da terra a linha secreta
- um corpo de mulher povoando as palavras.
Um nome de gente sussurrado as cegas.
sábado, janeiro 01, 2011
Feliz 2011 a todos os amigos e visitantes
2010 foi um ano terrivel para mim. Adoeci gravemente, perdi minha mãe em 20/08. Passei por situações que nunca passei antes na vida. Mas tudo me serviu de lição. Estou saindo de 2010 mais forte, mais experiente, mais sagaz. Tocando em frente.
Agradeço aos amigos todo o apoio. E a Deus, pela vida.
terça-feira, novembro 30, 2010
Á primeira vista
Enquanto recebo a luz e os ponteiros
parece improvável que pessoas de vidro
Passem horas em finos postes.
parece improvável que pessoas de vidro
Passem horas em finos postes.
O teto é um lado do inferno
O curto estar, produto de minha mente
A frente de um quadro retocado.
O curto estar, produto de minha mente
A frente de um quadro retocado.
Há um relógio, desolado espaço.
Há um sentir de ventos, meios.
Provas, de que estou aqui, só.
Há um sentir de ventos, meios.
Provas, de que estou aqui, só.
domingo, junho 27, 2010
O país da morte
Nada restou, a não ser a noite e as sementes
A casa negra e o alvorecer,
As palavras e as flores tristes.
Eu desconhecia ecos
Cujo som me envolvia na tarde
Ouvindo o radio, olhando o portão
As madressilvas no pequeno jardim
De minha casa.
Nada restou, nada.
O país da morte ainda se desenha
Num crepúsculo arroxeado e vestido
De luto, nas plumas apressadas em
Um gesto, um tchau distraído
Um caminhar respirando na luz
Quase linear
Do fim de dia.
A casa negra e o alvorecer,
As palavras e as flores tristes.
Eu desconhecia ecos
Cujo som me envolvia na tarde
Ouvindo o radio, olhando o portão
As madressilvas no pequeno jardim
De minha casa.
Nada restou, nada.
O país da morte ainda se desenha
Num crepúsculo arroxeado e vestido
De luto, nas plumas apressadas em
Um gesto, um tchau distraído
Um caminhar respirando na luz
Quase linear
Do fim de dia.
Construção
Foto by Mauro P. da Silva - Paranapiacaba, São Paulo
aos livros e às figuras,
Motivos de morte, desafios
sob a luz da lua, um lugar de ouvir vozes,
a casa aberta e cheia da noite.
Pertenço aos livros,
manuscritos e neves brancas, às pausas,
Às vozes perdidas e modos tristes,
aos gritos e brinquedos,
Pertenço à vida em fiapos, aos grãos
lançados ao ar.
Pertenço aos pães,
dia após dia, ao levedo branco
- janelas desenhando
as cercas de lá de fora,
Pequenas aldeias dormindo
aos pés das serras o sono tranqüilo
da vida mesclada à morte.
Ainda não estou terminado:
Deus ainda me constrói,
Diariamente.
sábado, maio 29, 2010
Quadro
Entre portas, as luzes fluem
como libélulas enlouquecidas.
A mulher esquecida sobre
o velho sofá avermelhado.
A janela desenhando o mundo,
que parece estranhamente real.
O homem dividido tentando juntar
suas partes estremecidas.
O inferno queimando
seus últimos
recursos.
como libélulas enlouquecidas.
A mulher esquecida sobre
o velho sofá avermelhado.
A janela desenhando o mundo,
que parece estranhamente real.
O homem dividido tentando juntar
suas partes estremecidas.
O inferno queimando
seus últimos
recursos.
terça-feira, maio 18, 2010
terça-feira, maio 11, 2010
A limpeza e as cores
Fotos de Antonio Manuel (Paços de Ferreira - Portugal) antoniomanuel26@hotmail.com
Lavai minha alma, meus pés,minhas mãos erguidas,
a chuva caindo em tarde de pedra.
Lavai meus cilios, pesados cilios,
um circo se desenhando além de mim,
num mundo que não compreendo.
Lavai meu peito.Lavai meu tempo.
Lavai toda a ensanguentada roda
da vida e dos homens que nela urgem.
Lavai o dia, os carros na avenida
pintada de cores hibridas.
Lavai o meu pequeno espaço,
este onde dedilho cordas que às vezes
só eu mesmo entendo.
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