
terça-feira, agosto 25, 2009
Rocamboles
(Foto de Mauro Pereira da Silva)Agora mesmo ficou aqui
Um cheiro
Comprometido
De conspiração.
Depois de um tempo
Sua presença encerrou
Tanta graça que eu
Até ri, suspeitando.
Cheiro de rocamboles
Saindo do forno
(daqueles com marmelada
Escorrendo pelas bordas)
Mas digo a verdade, sempre.
Estou apenas olhando
O céu, ali em frente
E não há nada doce
Nem cheiro algum
Agradável.
Só o frio de agosto.
Um cheiro
Comprometido
De conspiração.
Depois de um tempo
Sua presença encerrou
Tanta graça que eu
Até ri, suspeitando.
Cheiro de rocamboles
Saindo do forno
(daqueles com marmelada
Escorrendo pelas bordas)
Mas digo a verdade, sempre.
Estou apenas olhando
O céu, ali em frente
E não há nada doce
Nem cheiro algum
Agradável.
Só o frio de agosto.
Cristaleira 1
sábado, agosto 22, 2009
Cruzando a ponte
(Foto de Mauro Pereira da Silva - Exposição de Orquideas, São Roque, Sp, julho/2009)Não olho para trás.
Eu disse: este mar já conheço.
Audácia, te conheço e cavalgo.
Viver? Só viver, se puder.
Mar, aberto mar de verdes, ventos,
Barragens, companheiros.
Não olho. Para trás.
Por longo tempo olhei e vi
O que depois o próprio tempo
Me ensinou.
A plena ordem.
Eu disse: este mar já conheço.
Audácia, te conheço e cavalgo.
Viver? Só viver, se puder.
Mar, aberto mar de verdes, ventos,
Barragens, companheiros.
Não olho. Para trás.
Por longo tempo olhei e vi
O que depois o próprio tempo
Me ensinou.
A plena ordem.
Depois da cerveja
(Foto de Mauro Pereira da Silva - Bateias, PR)Não seja infeliz.
Imagens comprovam a vida:
O carro passando na noite profunda.
A moça andando pela calçada.
Os velhos conversando.
Uma lua imensa invadindo os telhados das casas.
Um sentimento qualquer de alegria, uma cerveja
Que desenha um azul sentido na tarde que cai.
A vida vale a pena e nós a fazemos maior
Nós, os protagonistas que se servem de seu andado.
Nós, que vamos morrer e a saudamos.
Imagens comprovam a vida:
O carro passando na noite profunda.
A moça andando pela calçada.
Os velhos conversando.
Uma lua imensa invadindo os telhados das casas.
Um sentimento qualquer de alegria, uma cerveja
Que desenha um azul sentido na tarde que cai.
A vida vale a pena e nós a fazemos maior
Nós, os protagonistas que se servem de seu andado.
Nós, que vamos morrer e a saudamos.
quarta-feira, agosto 05, 2009
A palavra liberdade
(Foto de Mauro Pereira da Silva)Creio em selos reais, tardias moças morenas.
Sentimentos vindos de dentro, cheiro de pão assado,
Entidades misteriosas ao cair da noite.
Creio em Deus Pai, novos tempos, o finito som
Do beijo, o entendimento dos homens e das rochas.
Creio em ensaios, roxas flâmulas ao vento,
Duas ou mais lágrimas vertidas por um filme.
Quero viver, só, viver e reviver com os sentidos
Em mutação, por isso, creio na cor e no papel.
Creio na realidade tocante dos sinos, seis da tarde,
Pessoas caminhando sob a garoa fina de São Paulo.
Creio na imagem hegeliana clássica, no status
Da moça pálida que desenha seu nome na água.
Creio na razão, mas antes de qualquer coisa,
Creio na rosa e no espinho, na força da vida
Que despedaça e constrói, simultaneamente.
Creio como qualquer homem inseguro que só vê
Sombras e mais sombras, simulacros de pó
E nada mais. O fim desponta ao longe.
Não haverá flores nem limos, nada.
Creio agora, porque agora existo
E além de mim só o vago desenho da vida
Se desenha.
Sentimentos vindos de dentro, cheiro de pão assado,
Entidades misteriosas ao cair da noite.
Creio em Deus Pai, novos tempos, o finito som
Do beijo, o entendimento dos homens e das rochas.
Creio em ensaios, roxas flâmulas ao vento,
Duas ou mais lágrimas vertidas por um filme.
Quero viver, só, viver e reviver com os sentidos
Em mutação, por isso, creio na cor e no papel.
Creio na realidade tocante dos sinos, seis da tarde,
Pessoas caminhando sob a garoa fina de São Paulo.
Creio na imagem hegeliana clássica, no status
Da moça pálida que desenha seu nome na água.
Creio na razão, mas antes de qualquer coisa,
Creio na rosa e no espinho, na força da vida
Que despedaça e constrói, simultaneamente.
Creio como qualquer homem inseguro que só vê
Sombras e mais sombras, simulacros de pó
E nada mais. O fim desponta ao longe.
Não haverá flores nem limos, nada.
Creio agora, porque agora existo
E além de mim só o vago desenho da vida
Se desenha.
terça-feira, agosto 04, 2009
As torres e as maçãs
(Foto de Mauro Pereira da Silva - Joquei Clube de São PauloÉ surpreendente a variedade de sombras
Passando pelo céu de agosto entre os prédios
E o mundo.
Crescem pontos para os lados da Paulista
Entre a torre da Globo, espécie de igreja
Onde as ondas convertem os fiéis em
Horário nobre.
Violentas ondas erguem-se, sobre os carros
Pratas, crônicas maçãs deslizando entre as ruas.
Passando pelo céu de agosto entre os prédios
E o mundo.
Crescem pontos para os lados da Paulista
Entre a torre da Globo, espécie de igreja
Onde as ondas convertem os fiéis em
Horário nobre.
Violentas ondas erguem-se, sobre os carros
Pratas, crônicas maçãs deslizando entre as ruas.
NESTA TERÇA ENSOLARADA
(Foto de Mauro Pereira da Silva - Parati, RJ)Sou um tolo que acredita
Na palavra e nas pessoas,
Em quartos e andares
De velhas casas ancestrais.
Sou um tolo que acredita
Na atenção dos velhos
Na virtude dos jovens
paixão e chamas ardentes.
Em casas brancas, em sois
Sussurros e sonhos belos
Cavalos castanhos no campo
Transes de amor e redenção.
Sou um tolo que acredita
Em vulcões movendo gente
Perspectivas aladas e quadros
Figuras pacientes e eternas.
Na palavra e nas pessoas,
Em quartos e andares
De velhas casas ancestrais.
Sou um tolo que acredita
Na atenção dos velhos
Na virtude dos jovens
paixão e chamas ardentes.
Em casas brancas, em sois
Sussurros e sonhos belos
Cavalos castanhos no campo
Transes de amor e redenção.
Sou um tolo que acredita
Em vulcões movendo gente
Perspectivas aladas e quadros
Figuras pacientes e eternas.
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